segunda-feira, março 04, 2013

MEUS POEMAS COMETIDOS



CONVITE PRO SILÊNCIO


Quem me dera beber no teu sorriso
um gole de lembranças tenras
que me levassem de volta
ao tempo que a memória quase desabita
quando meu eu brincava de pintar desmundos
com as cores vespertinas do arco-íris

Queria palavras ressonadas
Que dormissem pensamentos invisíveis
feito o mistério das manhãs de chuva
que recobrem os contornos de Deus
das partituras do céu
ou a lua que recolhe a poesia
em noites enubladadas.

Vem decodificar as entrelinhas
do que ficou somente no dizível
que o silêncio desenhou no meu olhar
E quiçá compartilhar as reticências
que ficaram do verso que eu compus
tentando descrever  tua presença
poética e efêmera como a euforia
de um sonho psicodélico.

3 comentários:

Louraini Christmann disse...

"... quem me dera, quem me dera..."
Pois, a poesia pode...

abraço

Rafael Rubens disse...

Pode sim, Lourauni. Pode muito mais...

Anônimo disse...

O que será que tem nas entrelinhas, hein? Meu caro!


Grande abraço amigo! Bom saber que continuas escrevendo! neste blog



Aline/Rondônia