quinta-feira, setembro 04, 2008

MEUS POEMAS COMETIDOS

RASCUNHOS DE MIM
Eu ainda me lembro das auroras
Dos tempos fáceis e dos sentimentos
Da fagueirice das suas palavras
Da copa da pequena árvore
(o juazeiro na casa do tio Zé, se lembra?)
que servia de sombra para os meus eflúvios
Para os arroubos de infância no sertão...
Nossos passeios nas tardes de domingo
Inda passeiam junto comigo
Minha substância continua
Ela também é totalmente sua
Eu sou só mais um passo percorrido
de idéias e de atitudes
Tudo o que eu fiz e o que nem cheguei a fazer
Arduamente me consolidaram
Na rapidez drástica e lenta da minha odisséia
Se eu olhar para trás
será para esboçar o sorriso
que você tanto merece.
Eu não diria que sinto saudade
Mas sinto a falta dos seus olhos tenros
solícitos e sábios
Os mesmos olhos que me tranqüilizaram
Quando eu senti medo do relâmpago
Que estourou no sertão dos meus temores
num dos verões das minhas descobertas
Eu sou apenas e simplesmente o mesmo
depois de algumas cicatrizes
e alguns sonhos metaconquistados.

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