segunda-feira, setembro 01, 2008

MEUS POEMAS COMETIDOS

CONVICÇÕES Eu não quero insistir no velho e cansado discurso contido nos alfarrábios já amarelados de que as verdades são um tanto relativas E nunca aparecem diante das inúmeras falácias universais Já pensei diversas vezes em desistir de tudo E dar um tiro na testa das minhas aspirações Mas é bemvindamentente mais fácil pegar uma carona com a cara lavada e os dentes escancarados no movimento anti-horário da vida. Eu tenho medo das máximas, das tônicas Cristalinas e politicamente corretas Proferidas nos instantes de ociosidade no inchaço hipócrita de pura sabedoria acumulada... Me assusta a sensatez eleva da ao quadrado As palavras com gosto de remédio na boca. Desde cedo, muito cedo Essas verdades mentem-me ao pé do ouvido Brincando com a massa de modelar da minha essência Perfilhando os meus anseios, asa minhas ideologias Pois vão-se as vãs verdades construídas e os seus ângulos genéricos de recepção acostumada Porque a catraca enlameada da máquina-mundo multiplica seu movimento supersônico a cada momento que passa Eu só quero viver e morrer segundo as minhas próprias e nômades impressões...

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